domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Sei onde tu estás!

Via archport tomei conhecimento que o nosso colega Élvio Sousa tinha sido galardoado com o prémio Europeu de Cooperação e Investigação Arqueológica -2009. A este prémio o Élvio junta a presidência do CAEM (Centro de Arqueologia Moderna e Contemporânea), depois de ter estado ligado à criação da ARCHAIS (Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira).
Ao Élvio os nossos parabéns!

Jukebox Histórica

Uma das canções mais ouvidas em 92 foi Runaway Train dos Soul Asylum. Para isso muito contribuiu o vídeo onde foram incluídas fotos de crianças desaparecidas, sendo indicado, no final um número de contacto que poderia ser utilizado por quem tivesse informações. Talvez tenha sido o primeiro sinal da globalização, uma vez que as fotos das crianças americanas, foram substituídas por outras nos restantes continentes, para que o vídeo se adaptasse a cada região.
No entanto os Soul Asylum, já veteranos, na altura, eram acima de tudo uma banda rock, daí que hoje tenhamos escolhido Somebody to Shove, também incluída no álbum Grave Dancer Union de 92.



quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Arqueologia e os museus

Normalmente calma, a área dos museus viveu dias agitados nas últimas semanas. Passando ao lado da questão dos directores, que agitou as águas importa ver as prioridades estratégicas do IMC, no que à arqueologia diz respeito.

Não havendo muitas referências específicas a esta área, são apenas duas, mas particularmente importantes.

Enquadram-se as duas no eixo 1 (Reenquadramento do sistema de gestão dos museus tutelados pelo MC/IMC).

A primeira diz respeito ao MNA e consagra a sua transferência para a Cordoaria Nacional, enquanto a segunda se prende com a constituição de uma rede de reservas arqueológicas em parceria com o IGESPAR.

Sobre o MNA já aqui referimos que não nos parece a decisão mais acertada. Quanto mais não seja porque, e esgrimindo com o mesmo argumento que um antigo presidente do IPPAR inviabilizou o desenvolvimento de um projecto de valorização de um Monumento Nacional, a Cordoaria é um edifício que pelo seu enquadramento e estrutura se presta a tantas utilizações que o melhor é não avançar com nada que lhe desvirtue esse carácter.

Sobretudo, e dando como adquirido que é fundamental a expansão do Museu da Marinha para o espaço ocupado pelo MNA (para o encher com miniaturas de traineiras, talvez?) porque não integrar o MNA na rede de equipamentos culturais a constituir no eixo Ajuda/Belém?

Interessa-me mais a questão da rede de reservas arqueológicas. Claramente aqui há uma situação que nunca foi resolvida desde que a arqueologia de salvamento se afirmou como uma actividade profissional e o IPA assumiu a tutela do sector.

O que fazer aos materiais resultantes das intervenções realizadas? De acordo com a legislação os materiais são automaticamente considerados património nacional, no entanto aquilo que ficou estabelecido foi o seu depósito provisório nas instalações do IPA e posterior incorporação em instituição a designar depois de ouvidas diversas entidades e o responsável pelos trabalhos.

Do lado dos museus a Lei-quadro estabelece que devem ser os museus a receber os materiais, sendo dada preferência aos da RPM. Claro que esta situação levantava um conjunto de problemas aos directores dos museus, que naturalmente assobiaram para o lado a ver se ninguém se lembrava de lhes bater à porta com os materiais.

Em alternativa, foi-se empurrando para os municípios o papel de receptores dos materiais, com o argumento da manutenção da proximidade aos locais de recolha, mas sem se estabelecer critérios para isso.

A criação de uma rede de reservas arqueológicas pode ser uma boa ideia, desde que clarifiquem as competências do IMC, IGESPAR, Autarquias e se estabeleçam critérios para o seu funcionamento e dispersão territorial. Não nos parece que a sua agregação aos Museus da RPM seja per si a solução de todos os males. Nem todos os concelhos têm museus na RPM e, nem todos os museus da RPM terão a vocações e condições necessárias para receber os materiais arqueológicos. Quando os museus existem e têm a componente arqueológica serão o local ideal para a conservação dos materiais. Nos casos em que isso não acontece as reservas podem ser uma solução mais económica de garantir a conservação, gestão e valorização dos materiais, uma vez que serão estruturas menos exigentes em termos de recursos financeiros, logísticos e humanos.

Definir em que condições essas reservas podem integrar a rede agora proposta, pode ser uma oportunidade de conseguir criar condições a nível municipal, ou mesmo intermunicipal, para se conseguir um suporte logístico que na maior parte dos casos não existe. Será também uma forma das empresas poderem ter, à partida um destino definido para os materiais que recolherem nas suas intervenções e fazerem o seu depósito, evitando-se assim a imagem que se escava e daí não resulta nada.

Isto, se todos os agentes envolvidos concordarem em permitir o estudo e divulgação desses materiais, para que as reservas arqueológicas, não se transformem em depósitos bafientos…

domingo, 31 de Janeiro de 2010

Jukebox Histórica

Phil Lynott morreu em 1986, depois de uma vida como rock star, nas palavras de Start Bailie do New Musical Express. Desde essa altura que anualmente se realiza um concerto de homenagem em que os restantes músicos dos Thin Lizzy e alguns convidados revisitam as canções da banda.
Em 1996, comemorando o vigésimo aniversário da morte de Phil Lynott foi lançada a compilação Wild One, onde se encontra Whisky in the jar, uma canção tradicional irlandesa que o primeiro grande êxito dos Thin Lizzy.

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

É p'ró certificado!



Valorização de Sítios Arqueológicos: (re)criação de cenários, é uma formação em formato de seminário que vai ter lugar em Vila Nova de Gaia, nas Caves Cálem (é sempre bom aquele odor a vinho do Porto para alegrar os debates). Tem, por isso, um aroma intenso a sustentabilidade, um bouquet diverso de oradores, alguns mais imediatos e outros mais obscuros (como é o caso do coordenador), finalizando sempre na nota da intervenção arquitectónica.

Mais informações podem ser obtidas no site da enóloga desta formação: http://www.pma.com.pt/

Vamos deixá-lo amadurecer e já daremos mais novidades após a abertura!

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

O Orçamento!!!

Regresso a Portugal, depois de pouco menos de 3 dias em Madrid onde estive numa reunião com arqueólogos da Universidade Complutense e de cidades Património Mundial.
Chego ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e compro o “periódico” para me colocar ao corrente das notícias nacionais. Tinha-me esquecido do tema famoso do orçamento de estado. E leio, muito por alto, os comentários e tricas políticas à maneira como a “direita” viabiliza o orçamento por via da abstenção. Passo, ainda, por alto os comentários à força que o governo demonstra em congelar os salários dessa caterva de preguiçosos, incompetentes, irresponsáveis, inúteis (e não continuo por aqui mais adiante com os adjectivos pejorativos) que somos, repito, somos, os funcionários públicos.
Tudo isso passo por alto, porque me deparo com os valores do Orçamento de Estado para a Cultura: Gabriela Canavilhas conseguiu uma subida de 11,1% face ao O.E. anterior obtendo, desta forma, a mágica soma de 236,30 Milhões de Euros. A caixa com esta informação termina: “A criação de um sistema para avaliar o estado dos imóveis classificados do Estado é uma medida prevista.”

Oh Senhor Primeiro-Ministro. Está feita, assim, com estes 20 milhões de euritos a mais, a famosa aposta necessária para a cultura? Obrigado! Grande generosidade.
Oh Senhora Ministra. Explique-me bem o que é este “sistema para avaliar o estado dos imóveis classificados do Estado”. É que temos dois institutos públicos, dois, o IGESPAR, IP e as Direcções Regionais de Cultura, que andam, há anos, a avaliar o estado dos imóveis classificados. Do Estado e não só! Diga-me que sistema de avaliação quer, que eu faço-o por muito menos de 20 milhões de Euros. E com a ajuda dos meus amigos daqui do Corredor!
Claro que, com estas histórias, depois os funcionários públicos somos aquela caterva de... (repito, somos) porque andámos durante anos a trabalhar para o boneco, a dizer aos senhores ministros o património que necessitava de urgente intervenção, com os senhores ministros a dizer que não havia dinheiro, para agora, com o aumento de 20 milhões de euros, irem criar... um sistema de avaliação!

Avaliado já está o Património, Senhora Ministra. Ele precisa é de ser intervencionado!

domingo, 24 de Janeiro de 2010

Jukebox Histórica

Desta vez a viagem pára em 1993, ano de Get a Grip dos Aerosmith. Dos vários singles desse álbum escolhi o Livin' on the edge, porque as linhas de equilíbrio podem ser frágeis.